A preparação para emergências tem fama de ser coisa de bunkers e comida liofilizada às paletes. Para uma família é muito mais simples: saber o que pode acontecer onde vive, combinar um plano e ter alguns dias de provisões à mão. Aqui ficam seis passos, pela ordem que os torna mais fáceis.
1. Conheça os riscos de onde vive
Não se prepara o mesmo kit junto a um rio, numa zona sísmica ou perto de uma zona industrial. Comece por anotar as duas ou três emergências mais prováveis onde vive: cheias, incêndios rurais, sismos, ondas de calor, tempestades, apagões longos. A proteção civil municipal e a ANEPC divulgam-nas. No telemóvel, mantenha ligados os alertas de emergência nas definições.
2. Faça um plano familiar
As provisões só servem se todos souberem o que fazer. Sentem-se juntos vinte minutos e combinem:
- como vão saber de uma emergência: que alertas, que estação de rádio;
- dois pontos de encontro: um mesmo à porta de casa, outro fora do bairro;
- um contacto que viva longe, a quem todos ligam ou escrevem para dar notícias: as chamadas de longa distância passam muitas vezes quando a rede local está congestionada;
- quem vai buscar as crianças à escola e quem trata dos idosos e dos animais;
- as vossas vias de evacuação, de carro e a pé.
Ponham tudo por escrito, metam uma cópia em cada mochila e revejam-no uma vez por ano.
3. Prepare uma mochila de emergência por pessoa
Comece pelo essencial e complete o resto nas semanas seguintes: água, comida que não precise de ser cozinhada, medicamentos, cópias dos documentos de identificação, uma lanterna, um power bank e algum dinheiro. A lista da mochila de emergência tem tudo o resto, em nove categorias, e o guia sobre os tipos de kit de emergência explica quando vale a pena ter uma para o carro ou o escritório.
4. Crie uma reserva em casa
A maioria das emergências prende-o em casa em vez de o obrigar a sair. A Cruz Vermelha americana recomenda duas semanas de água e comida em casa, e a União Europeia pede pelo menos 72 horas de autonomia. Compre umas coisas a mais em cada ida às compras e num mês a reserva está feita. O guia de reservas de água e comida calcula as quantidades para a sua família.
5. Proteja os seus documentos
Copie os documentos de identificação, as apólices de seguro, a informação médica e os papéis da casa. Ponha as cópias em papel numa bolsa impermeável dentro da mochila e guarde cópias digitais encriptadas que possa abrir sem rede. O guia de documentos importantes diz o que copiar.
6. Mantenha tudo em dia
Marque duas datas por ano no calendário para verificar tudo: validades, pilhas, power bank, roupa da estação. A agência norte-americana Ready.gov aconselha substituir o que estiver fora de prazo e repensar o kit todos os anos, à medida que a família muda. O guia de manutenção do kit tem a rotina.
Com pouco orçamento
- Comece pelo que tem. Uma mochila velha, um carregador a mais, uma lanterna numa gaveta: meia mochila de emergência já está em casa.
- Acrescente um pouco por semana. Uma ou duas coisas por ida às compras distribuem o custo por um ou dois meses.
- Guarde o que come. As latas e a água que consome de qualquer forma passam para a cozinha antes de expirarem, e nada se desperdiça.
- Verifique os kits já feitos. Um kit comprado é um bom começo, mas não traz os seus medicamentos, os seus documentos nem as coisas das crianças.
O seu primeiro fim de semana
Se esta semana só fizer uma coisa, que seja esta:
- Escolher uma mochila para cada pessoa
- Pôr em cada uma 2 a 3 litros de água e comida para três dias
- Juntar os medicamentos de cada um, uma lanterna e um power bank carregado
- Guardar cópias dos documentos de identificação num saco com fecho
- Escrever os números de emergência em papel
- Escolher um ponto de encontro e dizê-lo a todos
O GoBag+ trata disto em minutos: uma mochila em nove categorias, quantidades ajustadas à sua família, os seus contactos SOS à distância de um toque mesmo sem rede, e cópias dos seus documentos num cofre que só abre com Face ID.